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Comemorações dos 20 anos do Douro Património Mundial da Humanidade arrancam a 14 de dezembro

As comemorações dos 20 anos da classificação do Douro Património Mundial da UNESCO arrancam a 14 de dezembro, prolongam-se por um ano e incluem a estreia de uma ópera e um prémio de boas práticas de viticultura.

O programa das comemorações foi apresentado na terça-feira, no Peso da Régua, distrito de Vila Real, pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), responsável pela gestão e salvaguarda do Douro Património Mundial.

O Alto Douro Vinhateiro Douro (ADV) é paisagem cultural evolutiva e viva da UNESCO desde 14 de dezembro de 2001.

E 14 de dezembro foi precisamente o dia escolhido para o arranque das comemorações, com uma cerimónia evocativa do Douro Património Mundial da Humanidade. As comemorações estender-se-ão pelo ano de 2022.

Fonte da CCDR-N disse hoje à agência Lusa que a programação inclui iniciativas de caráter cultural, como a estreia da ópera Mátria, bem como concertos, exposições e outros eventos de animação do território, ainda prémios, um ciclo de seminários e conferências, ações de marketing de território e de internacionalização, a participação em feiras nacionais e internacionais e um conjunto de ações ligadas à educação e ao património.

Neste âmbito, vai ser lançado um novo prémio que visa distinguir as boas práticas em viticultura na mancha classificada pela UNESCO, que salvaguardem os interesses patrimoniais e que sejam exemplo de boas práticas do ponto de vista ambiental. Este novo prémio resulta de uma parceria com a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN).

O ADV constitui o contínuo mais representativo e melhor conservado da Região Demarcada do Douro (RDD), a mais antiga região vitícola demarcada e regulamentada do mundo (1756).

A área classificada compreende 24.600 hectares, cerca de um décimo da RDD (250.000 hectares), estendendo-se ao longo das encostas do rio Douro e dos seus afluentes.

As comemorações do ADV incluem também a reedição do Prémio de Arquitetura do Douro, lançado há 15 anos pela CCDR-N para promover boas práticas de arquitetura no Património Mundial.

A cada dois anos, o galardão distingue "intervenções de construção, conservação ou reabilitação de edifícios ou conjuntos arquitetónicos" construídos após a classificação pela UNESCO.

Em 2019, o arquiteto Eduardo Souto Moura venceu o Prémio de Arquitetura do Douro com a obra da Central Hidroelétrica do Tua, que ficou quase integralmente subterrânea para harmonizar a edificação com a paisagem do Douro Património da Humanidade.

Os dois galardões vão ser entregues em 2022.

A estreia de “Mátria – Aqui na Terra” está marcada para 17 de dezembro, no Teatro de Vila Real, repetindo-se depois nos dias 18 e 19.

Trata-se da primeira ópera original criada em Trás-os-Montes e Alto Douro, escrita a partir da obra de "Miguel Torga”, com libreto de Eduarda Freitas e música do compositor Fernando Lapa.

Na terça-feira, foi também apresentada a comissão organizadora das comemorações que agrega diversas instituições regionais como a Comissão Intermunicipal (CIM) do Douro, os museus do Douro e do Côa, a DRAPN, o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), o Turismo do Porto e Norte de Portugal, a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), a Liga dos Amigos do Douro Património Mundial e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Na apresentação da programação esteve o presidente da CCDR-N, António Cunha, o presidente da CIM Douro, Carlos Santiago, o presidente da Câmara do Peso da Régua, José Manuel Gonçalves, e o diretor do Museu do Douro, Fernando Seara.

Segundo a CCDR-N, a iniciativa dos 20 Anos do Alto Douro Vinhateiro Património Mundial conta com o “alto patrocínio” do Presidente da República.

A paisagem cultural do Alto Douro é uma “obra combinada do homem e da natureza feita ao longo de séculos”, é uma paisagem cultural evolutiva e viva muito centrada na vitivinicultura e nas produção dos vinhos do Porto e do Douro.

Entre os elementos distintivos da região estão a sua antiguidade, os socalcos suportados pelos muros de xisto e o cruzamento de culturas.

A zona classificada atravessa os concelhos de Mesão Frio, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Alijó, Sabrosa, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Lamego, Armamar, Tabuaço, São João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa.

 

FOTOGRAFIA: José Sousa

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