Projeto Douro Agroalimentar 4.0 sublinha a importância da “aplicação das novas tecnologias”

“A aplicação de novas tecnologias é uma forma de acrescentar valor aos nossos produtos”. Foi esta a principal conclusão que o diretor do Regia Douro Park, Nuno Augusto, decidiu sublinhar na sessão de encerramento do Douro Agroalimentar 4.0, onde marcaram presença, sensivelmente, meia centena de empresários em Vila Real.

Durante vários meses, este projeto percorreu diversos municípios do Douro e de Trás-os-Montes, com o intuito de “informar as empresas e auxiliá-las, de diferentes formas, a implementarem medidas de inovação tecnológica, de modo a automatizar processos e, com isso, melhorar os resultados dos projetos e, consequentemente, alavancar a economia da região”.

Promovido pelo Regia Douro Park e pela INOVABIC, a “grande meta” do projeto Douro Agroalimentar 4.0 passou sempre, de acordo com os responsáveis, por “aumentar a capacidade de inovação e crescimento das Pequenas e Médias Empresas (PME) do setor agroalimentar da região”, indo ao “encontro dos empreendedores” com diversas iniciativas como, por exemplo, ações de sensibilização, sessões de coaching empresarial, workshops sobre indústria e de sensibilização e dinamização de atores.

“Quisemos despertar o interesse das empresas do setor agroalimentar para o que de melhor se faz, nomeadamente, no que à tecnologia diz respeito”, revela Nuno Augusto, dando ênfase à importância da introdução das medidas da chamada indústria 4.0. “Sabemos que o sucesso, hoje, passa, necessariamente, pela digitalização, pela integração, também, de processos mais limpos”, informa o diretor do Regia Douro Park, para quem “a questão ambiental é, também, e cada vez mais uma questão de maior relevo”. “E, obviamente, que as novas tecnologias nos proporcionam formas de atingirmos mais facilmente estes objetivos de ter empresas mais sustentáveis, mais competitivas e também mais verdes, algo muito importante numa região que é Património Mundial da UNESCO”, acrescenta.

Além de Vila Real, o projeto “Douro Agroalimentar 4.0” passou por Tabuaço, Armamar, Vila Pouca de Aguiar, Boticas, Mirandela, Murça, Sabrosa, Alijó, Valpaços, Lamego, São João da Pesqueira, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião e Sernancelhe. “Embora um dos grandes apoios seja o município de Vila Real, o projeto quis passar as fronteiras do concelho, já que o objetivo foi sempre um objetivo alargado, a nível regional”, declara Nuno Augusto, que salienta o papel preponderante da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. “Nós só quisemos ajudar e queremos ajudar a alavancar as empresas da região, permitindo-lhes dotarem-se de medidas que lhes permitam fazer mais e melhor”, reitera, aproveitando para exemplificar com o azeite, produto em destaque no workshop que integrou o programa do evento de encerramento. “Ao compararmos os preços médios do azeite português com os preços dos azeites italianos, os preços que temos são incrivelmente baixos. E quando avaliamos a qualidade, não existe essa diferença. Por isso, o nosso objetivo também passa por acrescentar valor aos nossos produtos, para os valorizar, por um lado, e para projetar a nossa economia”, explica o diretor do Regia Douro Park, insistindo na importância de melhorar meios e processos “para estarmos ao nível dos países concorrentes”.

 

Workshop de Azeite preparou “misturas improváveis”

Coube à Casa Afonso Borges liderar o workshop sobre o azeite. Além da explicação de todo o processo, desde a colheita da azeitona até à comercialização do azeite, os participantes tiveram a oportunidade de participar numa prova, podendo perceber os diferentes aromas e sabores de um produto de tanta importância no contexto regional.

Depois da prova, vários produtores apresentaram os seus produtos e houve, ainda, a possibilidade de associar o azeite a alimentos menos convencionais. Ananás com azeite, mousse de chocolate com azeite ou iogurte com azeite foram alguns dos atrativos gastronómicos que integraram o evento.

 

Aplicação Douro TGV – a tecnologia 4.0 a revolucionar setores tradicionais

Integrada na sessão de encerramento do Douro Agroalimentar 4.0 esteve, também, a apresentação de uma aplicação que vem automatizar processos associados ao vinho e ao azeite. “A dinâmica que nós quisemos criar com a Aplicação Douro TGV, pretende dar mais um veículo de presença digital aos produtores e aos organizadores de eventos para mostrarem os vinhos, os azeites e outros produtos”, referiu o CEO da Outsmartis, uma empresa de desenvolvimento de software sediada no Parque de Ciência e Tecnologia. Para André Conde, trata-se de, no fundo, “poderem mostrar mais detalhes do que aqueles que são apresentados numa mostra normal e, também, queremos trazer a informação de modo mais conveniente às pessoas”.

Através de um sistema de QR Codes, o aplicativo exemplifica as potencialidades da i4.0. Por exemplo, numa prova de vinho ou azeite. “A automatização da prova cega é um bom exemplo daquilo que é a Indústria 4.0, ou seja, a automatização e otimização dos processos. Tínhamos um processo que era, até agora, suportado por papel, que exigia largo tempo para encontrar o vencedor e era sempre mais propício à falha e, com esta aplicação, estamos a automatizar o processo e a chegar rapidamente e com rigor ao resultado final”, salienta André Conde.

Resta dizer que, quer a aplicação "Douro TGV", quer a "Regia Summer Sessions", podem ser descarregadas nas lojas de aplicações dos sistemas Android (Play Store) e iOS (App Store).

 

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