João Cunha apresentado como o novo diretor do Teatro Municipal de Bragança

João Cristiano Cunha é o novo diretor do Teatro Municipal de Bragança (TMB), substituindo Helena Genésio, que dirigiu o equipamento cultural desde a sua abertura, há 15 anos.

A Câmara de Bragança, responsável pelo equipamento, apresentou, ontem, à comunicação social o novo diretor, que toma posse afirmando que vai preparar o futuro “nunca descurando o legado” da anterior diretora, Helena Genésio, que pediu para sair do cargo.

Professor de Música na Escola Secundária Emídio Garcia e no Instituto Politécnico de Bragança, João Cunha tem um currículo ligado ao ensino e promoção da música e, aos 45 anos, assume a direção e programação daquele que considera “um equipamento de excelência”.

O novo diretor quer manter as políticas de parcerias com outros equipamentos culturais e dar continuidade a alguns programas, assim como a articulação muito frequente com as escolas no sentido de criar novos públicos.

João Cunha defende, contudo, que “democratizar as artes não é banalizar as artes” e ainda que a programação do TMB seja considerada ao longo dos últimos anos, por alguns, uma programação elitista, garante que permanecerá no mesmo registo.

O novo diretor reside em Bragança, mas é do município vizinho de Vinhais, onde ajudou a fundar a Universidade Sénior.

João Cunha vai trabalhar com um orçamento anual de cerca de 300 mil para as atividades deste equipamento cultural, que integra a rede do Teatro Nacional D. Maria II.

A programação para os primeiros três meses do ano foi acautelada pela anterior direção para não haver contratempos com a transição.

TMB

O presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, afirmou que “o objetivo desta nomeação tem em vista conseguir concretizar a programação de qualidade que tem vindo a ser feita” no TMB.

Pelas características do nomeado, temos confiança e garantia de que será um trabalho de excelência, dando seguimento à política cultural municipal deste equipamento de referência”, sustentou, assegurando “a ajuda do executivo para este trabalho”.

O autarca descreveu o diretor como “uma pessoa multifacetada” e “muito conhecedor e seguidor assíduo da atividade do teatro” com “conhecimentos larguíssimos e variados, na parte artística”.

O autarca explicou que o processo de homologação da nomeação ficou concluído na segunda-feira e esclareceu que o lugar de diretor do Teatro “não está sujeito a qualquer concurso, figura no mapa de pessoal da Câmara Municipal, que tem autonomia para escolher”.

Mais uma vez, o município escolheu um professor e fez uma requisição, neste caso ao Ministério da Educação, como já tinha acontecido com a anterior diretora, que era docente no Instituto Politécnico de Bragança, ao qual regressou.

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