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Festival de Dança Algures a Nordeste "internacionaliza-se e ganha outra dimensão" na sua terceira edição

O festival de dança contemporânea Algures a Nordeste, que decorre de 13 a 28 de setembro, em Bragança e Vila Real, internacionaliza-se nesta sua terceira edição com a participação de companhias do Brasil e de Espanha, segundo a organização.

Organizado pelos teatros municipais de Bragança e Vila Real, o festival vai proporcionar espetáculos, nas duas cidades transmontanas, de entrada gratuita.

O Algures a Nordeste abre portas até ao Brasil e até Espanha, há aqui uma abertura ao mundo”, afirmou à agência Lusa Eugénia Almeida, vereadora da área da cultura da Câmara de Vila Real.

Nesta terceira edição, de acordo com a responsável, o festival de dança contemporânea “internacionaliza-se e ganha outra dimensão”.

Em Vila Real, o festival arranca com “Invisible Wires”, uma coprodução internacional da companhia La Macana, sedeada em Espanha.

Trata-se, de acordo com a organização, “de uma proposta intensamente física, com música ao vivo”, dirigida pelo coreógrafo Júlio César Iglesias Ungo.

A participação portuguesa no evento constitui uma homenagem dupla a Sophia de Mello Breyner Andresen, no âmbito do seu centenário, com espetáculos produzidos pela Dança em Diálogos e pela Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo.

Estas produções são coreografadas, respetivamente, por Fernando Duarte e Vasco Wellenkamp/Miguel Ramalho.

Do Brasil vem a companhia Pé no Mundo, que apresenta “Arquivo Negro – Passos Largos em Caminhos Estreitos”, um espetáculo “livremente inspirado em algumas personalidades negras importantes mas pouco valorizadas na história nacional do Brasil, procurando garantir-lhes uma representatividade positiva e a possibilidade de recriar imaginários para os corpos negros”.

O “Algures a Nordeste” encerra com outra companhia espanhola. Maduixa, proveniente do Madrid, vai apresentar “Mulïer”, um espetáculo de dança sobre andas interpretado por cinco bailarinas.

Esta peça pretende, segundo a organização, “investigar os limites físicos com a dança e o equilíbrio, o movimento e a poesia ou a força e as emoções, com as mulheres como ponto de partida e enfoque”.

Uma das novidades desta edição é também, segundo a Eugénia Almeida, a "aposta no público mais jovem”. Assim, para o público infantil foi agendado “Cavalo-Marinho”, um espetáculo curto de dança e música dirigido por Madalena Victorino, que foi criado e é interpretado por Alice Duarte e Ana Raquel.

De salientar, ainda, que o festival resulta de um projeto de promoção cultural e turística que juntou os dois teatros municipais transmontanos, incluindo, também, a criação de espetáculos originais.

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