O Bloco de Esquerda divulgou que os trabalhadores com contratos a termo foram os que mais perderam o emprego no distrito de Bragança, citando informação fornecida pela Autoridade para as Condições do trabalho (ACT).
Uma comitiva composta por dirigentes regionais e pela deputada da Assembleia da República Maria Manuel Rola reuniram-se ontem, em Bragança, com os responsáveis pelo centro regional do Nordeste Transmontano da ACT.
De acordo com a deputada, nesta reunião foi evidenciado que, relativamente ao distrito de Bragança, “a maior parte dos trabalhadores que, neste momento estão sem emprego são aqueles que não tinham um contrato estável e que mal se verificou a situação de pandemia foram informados de que o contrato não se iria renovar”.
O setor mais afetado, segundo a deputada, é o automóvel “porque tem uma grande quantidade de trabalhadores a serviço temporário”.
A eleita do Bloco de Esquerda indicou que ACT referiu ainda “algumas questões relativas à restauração e serviços e à indústria situada no distrito”.
O distrito de Bragança tem problemas transversais a todo o país, segundo ainda o Bloco de Esquerda, que destacou a preocupação com o futuro dos trabalhadores das empresas que aderiram ao lay-off e possíveis posteriores despedimentos.
“Isso é uma preocupação grande do Bloco de Esquerda, não só o facto de os trabalhadores a termo terem já sido despedidos, como os trabalhadores, cuja empresa recorreu ao lay-off, possam vir a despedidos”, afirmou.
O Bloco promete intervir “no sentido de proteger estes trabalhadores, garantindo que as empresas que receberam apoios por parte do Estado não venham a tomar medidas ao arrepio daquilo que foi o intuito do lay-off”.
Os responsáveis locais da ACT não prestaram declarações à Comunicação Social, no final da reunião.
O Bloco de Esquerda está a promover reuniões com as estruturas regionais da ACT em todos os distritos para, como explicou a deputada, perceber qual o panorama a nível regional e as consequências da crise provocada pela pandemia covid-19.
O partido pretende também saber de que forma têm vindo a ser tratadas pela ACT situações de supostas ilegalidades laborais que têm chegado ao portal que o BE abriu para receber denúncias.