Novo hospital privado de Bragança no valor de dez milhões de euros abrirá em 2021 no edifício do antigo ISLA

Dentro de um ano, aproximadamente, Bragança terá um hospital privado. O projeto desta nova unidade de saúde, que será concretizado no edifício do Antigo ISLA e implica um investimento a rondar os dez milhões de euros, irá desenvolver-se em várias fases.

A primeira consiste numa clínica que entrará em funcionamento já este ano. “O projeto tem várias fases. Tem esta primeira fase da clínica, que estamos convencidos que poderemos abrir entre março e abril, uma pequena clínica com consultas de especialidade e meios complementares de diagnóstico”, informa o presidente do Conselho de Administração, que assegura que “até ao final do ano, inícios de 2021, abrirá a unidade de saúde”. “A unidade de saúde hospitalar terá um internamento muito reduzido, pois irá vocacionar-se muito para o ambulatório, sendo que as pessoas terão de regressar a casa ao fim de 23 horas”, esclarece Manuel Ferreira Lemos, acrescentando que “teremos todas as consultas de especialidade que forem possíveis, pensamos que na casa dos 90 e tal por cento”.

Quanto aos meios complementares de diagnóstico, o responsável afirma que “faremos alguns, outros faremos internamente com recurso a empresas de outsourcing que poderão vir a ser da região”.

Já a residência sénior começará a funcionar “no decurso do ano de 2021” e terá disponíveis 80 camas.

Outra aposta da unidade hospitalar privada será a área da oncologia. “Quanto aos tratamentos oncológicos, estamos em vias de fazer um acordo, que é um acordo mais vasto, que engloba o Hospital Terra Quente, o hospital privado de Chaves e o hospital de Bragança e que teremos novidades no decurso do primeiro trimestre de 2020”, assevera.

No total, deverão ser criados cerca de 100 postos de trabalho, sendo que, já este ano, o hospital privado empregará entre 40 a 50 pessoas. “O nosso projeto é uma realidade e prometemos à população de Bragança e limítrofes que abrirá, ainda, no decurso do ano de 2020, uma clínica provisória para iniciarmos a nossa colaboração com as gentes da região”, indica o entrevistado.

Questionado se há mercado para um novo hospital privado, já que a região conta, atualmente, com várias unidades hospitalares públicas e privadas, algumas inauguradas nos últimos anos, o presidente do Conselho de Administração é perentório na sua resposta: “se nós sentíssemos que não havia mercado, não tínhamos feito esta escritura”. No entanto, destaca que o que pretende é orientar a sua área de atuação para toda a “população transfronteiriça”, que diz estar “muito abandonada”.

Se repararem, a zona norte do distrito de Bragança não está devidamente servida por cuidados de saúde e temos aí um nicho de mercado muito significativo e, então, com a nova estrada de ligação a Puebla de Sanabria que nos vai permitir ir diretamente de ferro-carril para toda a Europa, penso que está ali um nicho de mercado que devemos explorar”, sustenta Manuel Ferreira Lemos, que aposta nas gentes da raia e na "interoperacionalidade" do "HB - Hospital Bragança SA" com os hospitais privados de Chaves e Mirandela.

Certo é que o primeiro passo para a construção da nova unidade de saúde foi dado aquando da escritura pública de constituição da sociedade de capitais privados no cartório notarial, onde estiveram presentes os membros da sociedade e o presidente do Conselho de Administração.

De referir, ainda, que o capital da sociedade será repartido pelo Hospital Terra Quente, por investidores locais e da região, mas também do distrito de Vila Real, nomeadamente, de Chaves.

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