Alfândega da Fé com orçamento de mais de 14,5 milhões de euros para 2021

O município de Alfândega da Fé apresenta um aumento de três milhões de euros no orçamento de 2021 em relação ao ano anterior devido ao previsto arranque de várias obras neste concelho do distrito de Bragança.

No total, estão orçamentados mais de 14,5 milhões de euros para 2021, que incluem cerca de 700 mil euros destinados a apoiar instituições do concelho, como explicou o presidente, Eduardo Tavares.

O autarca socialista destaca o “reforço do investimento em mais de três milhões de euros em relação ao ano anterior, uma vez que está previsto o arranque de várias obras no concelho a realizar no âmbito dos quadros comunitários”.

Para este ano, “a autarquia reflete também a preocupação” com as questões da pandemia de covid-19, “nomeadamente com o suporte a famílias e empresas mais afetadas”.

Trata-se de um orçamento que, para o executivo municipal, é bastante versátil e ambicioso, onde não ficam de foram os investimentos nas freguesias e os compromissos decorrentes do Plano de Ajustamento Municipal”, defende o presidente.

O município de Alfândega da Fé é o que aplica a mais alta taxa de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) entre os 12 concelhos do distrito de Bragança, apesar de ter começado a reduzir este imposto no ano de 2020, com uma taxa de 0,425%, pouco abaixo do máximo de 0,45%.

Para 2021 está aprovada uma redução do IMI para 0,41%.

A autarquia vai também devolver aos contribuintes do concelho um pouco mais cinco por cento do IRS (Imposto sobre o Rendimento Singular) a que tem direito. Em 2021, Alfândega da Fé irá devolveu 0,6%, enquanto em 2020 redistribuiu 0,5%.

O orçamento e o plano foram aprovados pela maioria do PS em reunião de Câmara e na Assembleia Municipal e com o voto contra e abstenção, em cada um dos órgãos respetivamente, da oposição PSD/CDS-PP da coligação “Acreditar em Alfândega da Fé”.

A oposição considera que se trata de “um orçamento muito vago, sem uma clara estratégia de desenvolvimento para o concelho”.

Sustenta que continuam a não constar do documento “rubricas especificas de transferências para as freguesias, dando-lhes a autonomia que precisam, e uma verdadeira aposta na ajuda às empresas e às famílias do concelho que tanto têm sofrido com esta pandemia nos últimos meses”.

 

FOTOGRAFIA: BMF

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