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Jorge Santos

Natural de Carção, Vimioso, onde estudou e viveu até aos 12 anos, filho de emigrantes em França, e tal como acontecia com muitos jovens filhos de emigrantes nessa altura, que desejavam uma educação diferente para os seus filhos, acaba por entrar no Seminário de Vinhais onde acabou o Secundário. 

Vinhais é onde começa a ganhar o gosto pela política envolvendo-se desde muito novo em desafios eleitorais, tais como na associação de estudantes e eleições autárquicas. É aqui que o jovem de direita acaba por ouvir e ter muitas referências de esquerda, onde, pelas amizades que criou, poderia ter-se tornado um militante de esquerda.

No ensino superior acaba por ingressar no curso de Informática e Gestão em Bragança, mas acaba por se licenciar em Marketing no Porto, uma das suas grandes paixões, a par da política.  É nesta cidade que acaba por ir trabalhar na maior cadeia de Fitness de Portugal e Espanha, como Diretor Comercial Norte. É também nesta cidade que acaba por conhecer algumas das suas principais referências políticas de direita. A sua paixão pelo Marketing levou-o a criar a sua própria empresa de consultoria empresarial e marketing, hoje também ajudando na procura de novos investidores imobiliários para investirem em Portugal, trabalhando na sua grande parte o mercado de língua francesa, como gestor de ativos imobiliários. 

Na vida politica, como forma de manter a sua ligação diária à sua terra, é Presidente da Comissão Política da Concelhia de Vimioso, Vice-Presidente da Comissão Política da Distrital de Bragança e Conselheiro Nacional do Partido Centro Democrático Social - Partido Popular (CDS-PP) e um grande defensor da Regionalização. 

DIVERSIDADE POLÍTICA

Atualmente, muito poderíamos dizer sobre diversidade política, no entanto, no nosso distrito essa diversidade fica muito aquém do que se verifica em muitos países europeus, como Espanha, França, Inglaterra, onde essa diversidade gera muitas alterações e novas formas de democracia.  A Europa, é sem dúvida, sinónimo de diversidade política, em que estes e outros países fizeram dela uma Europa Forte, ficando, muitas vezes, no esquecimento que o objetivo desta sempre foi a união de várias nações, a luta contra guerras, nacionalismos e defensores da privação de liberdade em diferentes contextos.

Em França, por exemplo, as diferenças partidárias têm afastado partidos nacionalistas, que defendem a limitação de liberdade e culturas. Liberdade que só tem sido conseguida ao longo dos tempos devido a esta diversidade política, tornando-se a grande riqueza da Europa, que prima por uma enorme variedade cultural e política.

Na vizinha Espanha podemos constatar que a diversidade política está a abrir a portas à discussão de novas ideias, de novos partidos, tendo em vista um país mais unido, sem um governo com uma só cor partidária… Se me questionarem , se este é o rumo certo, o rumo a seguir, concordo que este caminho nos leva ao debate de novas ideias, onde se dá voz a minorias, Neste momento, no parlamento espanhol, há os Independentes, Catalães, Nacionalistas, Europeístas  Socialistas, Podemos, Vox, Partido Popular, muitos  considerarão que poderá haver uma grande dificuldade à afirmação da expressão política, uma grande confusão, no entanto, temos que olhar para esta diversidade como uma oportunidade, onde se avizinha uma mudança na democracia europeia, onde se dá voz  a outras formas de pensar, ao debate de ideias. É evidente que é muito mais difícil chegar a um consenso, mas pode levar melhores soluções, deixando de se limitarem os debates apenas a ideias de esquerda e de direita.

Em França, fala-se muito em esquerda e direita, mas os diferentes ministérios têm ministros de partidos diferentes, pois antes das eleições o debate da esquerda é feito com mais de vinte partidos, onde a diversidade de ideias está bem patente, sendo que uns são mais ecologistas, outros mais socialistas, uns mais democratas cristãos, outros mais liberais, uns mais conservadores… Mas é esta diferenciação que enriquece o governo de Macron.

Um dia, esta diversidade também chegará ao nosso país, a prova disso têm sido os candidatos independentes que vão surgindo, aqueles que não se identificam nem com a esquerda, nem com a direita. 

No nosso distrito a diversidade política é um grande desafio, basta olharmos com atenção para os candidatos às legislativas que se aproximam. O candidato do PSD já vai com mais de três mandatos, o qual como deputado eleito pelo nosso distrito pouco mudou nos diferentes mandatos, tal como dizem os analistas políticos de Bragança “fez algumas obritas”, mas os deputados eleitos do PS fizeram melhor? Terão esses feito tudo o que podiam, terão esses superado as nossas expectativas? Deixo estas questões para reflexão individual.

É verdade que já elegemos alguns deputados, mais do que aqueles três que hoje a desertificação nos impõe, aquela que os nossos deputados eleitos dizem não ter solução, mas que, em países como aqueles que referi anteriormente, têm surgido soluções bastante eficazes, com estratégias que são muito bem delineadas e mantidas ao longo dos tempos, independentemente da cor partidária.

A diversidade, mais tarde, ou mais cedo chegará ao nosso distrito, onde os três deputados poderão ser de diferentes partidos. Se realmente ambicionarmos uma mudança profícua temos que dar voz à diversidade de opiniões, dar oportunidade a outras vozes e pensamentos ativos, temos que auscultar as propostas que serão apresentadas por vários espectros políticos, compete-nos a nós cidadãos consultar as diferentes propostas, estudá-las com algum cuidado e decidir com consciência com qual melhor se identifica.  A mudança só existe com a participação de todos, para mudar é necessário cumprirmos com o dever cívico nas próximas eleições legislativas.

 

Por fim para terminar e deixo-vos com as palavras do Papa Francisco:

 

“Para o cristão, é uma obrigação envolver-se na política. Nós, cristãos, não podemos fazer como Pilatos, lavar as mãos. Não podemos!”

Papa Francisco


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